domingo, 22 de agosto de 2004

Caracteristicas dos filhos de Omolu-Obaluaê

Ao senhor da doença é relacionado um arquétipo psicológico derivado de sua postura na dança: se nela Omolu-Obaluaê esconde dos espectadores suas chagas, não deixa de mostrar, pelos sofrimentos implícitos em sua postura, a desgraça que o abate.
No comportamento do dia-a-dia, tal tendência se revela através de um caráter tipicamente masoquista. Pierre Verger define os filhos de Omolu como pessoas que são incapazes de se sentirem satisfeitas quando a vida corre tranqüila para elas. Podem até atingir situações materiais e rejeitar, um belo dia, todas essas vantagens por causa de certos escrúpulos imaginários.
São pessoas que, em certos casos, se sentem capazes de se consagrar ao bem-estar dos outros, fazendo completa abstração de seus próprios interesses e necessidades vitais. No Candomblé, como na Umbanda, tal interpretação pode ser demais restritiva. A marca mais forte de Omolu-Obaluaê não é a exibição de seu sofrimento, mas o convívio com ele.
Ele se manifesta numa tendência autopunitiva muito forte, que tanto pode revelar-se como uma grande capacidade de somação de problemas psicológicos (isto é, a transformação de traumas emocionais em doenças físicas reais), como numa elaboração de rígidos conceitos morais que afastam seus filhos-de-santo do cotidiano, das outras pessoas em geral e principalmente os prazeres. Sua insatisfação básica, portanto, não se reservaria contra a vida, mas sim contra si próprio, uma vez que ele foi estigmatizado pela marca da doença, já em si uma punição.
Em outra forma de extravasar seu arquétipo, um filho do Orixá , menos negativista, pode apegar-se ao mundo material de forma sôfrega, como se todos estivessem perigosamente contra ele, como se todas as riquezas lhe fossem negadas, gerando um comportamento obsessivo em torno da necessidade de enriquecer e ascender socialmente. Mesmo assim, um certo toque do recolhimento e da autopunição de Omolu-Obaluaê serão visíveis em seus casamentos: não raro se apaixonam por figuras extrovertidas e sensuais (como a indomável Iansã, a envolvente Oxum, o atirado Ogum) que ocupam naturalmente o centro do palco, reservando ao cônjuge de Omolu-Obaluaê um papel mais discreto.
Gostam de ver seu amado brilhar, mas o invejam, e ficam vivendo com muita insegurança, pois julgam o outro, fonte de paixão e interesse de todos. Assim como Oçanhe, as pessoas desse tipo são basicamente solitárias. Mesmo tendo um grande círculo de amizades, freqüentando o mundo social, seu comportamento seria superficialmente aberto e intimamente fechado, mantendo um relacionamento superficial com o mundo e guardando sua intimidade ara si própria. Não raro são pessoas que julgam.
Ter características detestáveis, que vivem criticando, motivo de vergonha. O filho do Orixá oculta sua individualidade com uma máscara de austeridade, mantendo até uma aura de respeito e de imposição, de certo medo aos outros. Pela experiência inerente a um Orixá velho, são pessoas irônicas. Seus comentários porém não são prolixos e superficiais, mas secos e diretos, o que colabora para a imagem de terrível que forma de si próprio.
Um último, mas importante detalhe; em diversas de suas lendas, o Orixá da varíola é apresentado como uma divindade que perdeu uma perna. Isso se refletiria em seus filhos como um defeito congênito em uma das pernas ou a tendência a sofrer, durante sua vida, por um problema de relativa gravidade em seus membros inferiores, a partir de quedas ou desastres que podem ou não ser curados e ultrapassados.

O que é a Rozabal ?

É uma edificação sagrada localizada no bairro de Khanyar, capital de Cachemira, Índia. Rozabal quer dizer a tumba do profeta e conserva em seu interior, segundo a tradição, os restos mortais do místico Yuz Asaf, também conhecido como Hazrat Issa.
De acordo com Mulla Nadiri, o primeiro historiador muçulmano de Cachemira, Yuz Asaf (o Yuzu das tribos de Israel) proclamou a sua condição de profeta no ano 54 d.C. .
A filosofia de Yuz Asaf era um bocado estranha para os habitantes da região, mas muito familiar para os cristãos. O curioso é que a tumba do profeta, muitas vezes restaurada, é orientada conforme o costume judeu, de este para oeste, enquanto que todas as sepulturas existentes em um cemitério situado na área dos fundos da Rozabal, obedecem a orientação islâmica, de norte a sul.
A Rozabal é venerada por hindus e muçulmanos, alguns dos quais chegam a sugerir que, Yuz Asaf e o Jesus dos cristãos eram a mesma pessoa. Nas imediações da peça sepulcral, há um bloco de pedra com um baixo relevo que representa os pés do profeta. Os pés retratados têm marcas de perfuração, semelhantes às que deviam sofrer os crucificados.
Atualmente muitos pesquisadores defendem a tese, de que Jesus não morreu na cruz e que a Rozabal, guardaria seus restos. Jesus teria se casado e tido filhos; sua morte teria ocorrido em idade avançada.

sexta-feira, 20 de agosto de 2004