(Amanda I)
Vá, se mande, junte tudo que você puder levar
Ande, tudo que parece seu é bom que agarre já
Seu filho feio e louco ficou só
Chorando feito fogo à luz do sol
Os alquimistas já estão no corredor
E não tem mais nada negro amor
A estrada é pra você e o jogo é a indecência
Junte tudo que você conseguiu por coincidência
E o pintor de rua que anda só
Desenha maluquice em seu lençol
Sob seus pés o céu também rachou
E não tem mais nada negro amor
E não tem mais nada negro amor
Seus marinheiros mareados abandonam o mar
Seus guerreiros desarmados não vão mais lutar
Seu namorado já vai dando o fora
Levando os cobertores? e agora?
Até o tapete sem você voou
E não tem mais nada negro amor
E não tem mais nada
Negro amor
As pedras do caminho deixe para trás
Esqueça os mortos eles não levantam mais
O vagabundo esmola pela rua
Vestindo a mesma roupa que foi sua
Risque outro fósforo, outra vida, outra luz, outra cor
E não tem mais nada negro amor
quinta-feira, 17 de agosto de 2006
Ratatuia
(Amanda II)
Parei na dela
Montei casa na favela
Desfilava com a donzela
Que beleza de mulher!
Lhe dei guarida
Não queria outra vida
Era minha protegida
Era só meu esse filé!
Que engano
Ela foi se transformando
Meu dinheiro estourando
Olha onde eu fui parar?
Com nome sujo
Não consigo crediário
Eu, um pobre operário, ficou ruim de segurar(vacilou!)
Vacilou, me tirou de mané
Não pensou, vai voltar pra ralé
Já tá provado
Quem nunca comeu melado
Se lambuza até o pé
Era mãe dela, irmã dela, tia dela
Amiga dela e uma cadela
E só eu pra sustentar
Era uma festa de pagode e seresta
Eu olhava pela fresta
Dava medo de entrar
Tudo jogado
Cerveja pra todo lado
Um cheiro de arroz queimado
E ela querendo zuar
Mandei embora
Com a sua ratatuia
De chinelo, mala e cuia
Vai sujar outro lugar(Vacilou!)
Vacilou, me tirou de mané
Não pensou, vai voltar pra ralé
Já tá provado
Quem nunca comeu melado
Se lambuza até o pé
Parei na dela
Montei casa na favela
Desfilava com a donzela
Que beleza de mulher!
Lhe dei guarida
Não queria outra vida
Era minha protegida
Era só meu esse filé!
Que engano
Ela foi se transformando
Meu dinheiro estourando
Olha onde eu fui parar?
Com nome sujo
Não consigo crediário
Eu, um pobre operário, ficou ruim de segurar(vacilou!)
Vacilou, me tirou de mané
Não pensou, vai voltar pra ralé
Já tá provado
Quem nunca comeu melado
Se lambuza até o pé
Era mãe dela, irmã dela, tia dela
Amiga dela e uma cadela
E só eu pra sustentar
Era uma festa de pagode e seresta
Eu olhava pela fresta
Dava medo de entrar
Tudo jogado
Cerveja pra todo lado
Um cheiro de arroz queimado
E ela querendo zuar
Mandei embora
Com a sua ratatuia
De chinelo, mala e cuia
Vai sujar outro lugar(Vacilou!)
Vacilou, me tirou de mané
Não pensou, vai voltar pra ralé
Já tá provado
Quem nunca comeu melado
Se lambuza até o pé
De Fé
(Alcemira)
Sempre que eu preciso
Me desconectar
Todos os caminhos
Levam ao mesmo lugar
É meu esconderijo
O meu altar
Quando todo mundo
Quer me crucificar...
Eu só quero estar
Com você!Ficar com você!...
Quando o tempo fecha
E o céu quer desabar
Perto do limite
Difícil de agüentar
Eu volto prá casa
E te peço prá ficar...
Em silêncioSó ficar...
Eu tenho muitos amigos
Tenho discos e livros
Mas quando eu mais preciso
Eu só tenho você...
Tenho sorte e juízo
Cartão de crédito
E um imenso disco rígido
Mas quando eu mais preciso
Eu só tenho você
Quando eu mais preciso
Eu só tenho você...
Tenho a consciência em paz
(Só tenho você)
Tenho mais do que eu preciso
(Só tenho você)
Mas, se eu preciso de paz
Eu só tenho você
Tenho muito mais dúvidas
Do que certezas
Hoje, com certeza
Eu só tenho você...
Eu tenho medo de cobras
Já tive medo do escuro
Tenho medo de te perder...
Sempre que eu preciso
Me desconectar
Todos os caminhos
Levam ao mesmo lugar
É meu esconderijo
O meu altar
Quando todo mundo
Quer me crucificar...
Eu só quero estar
Com você!Ficar com você!...
Quando o tempo fecha
E o céu quer desabar
Perto do limite
Difícil de agüentar
Eu volto prá casa
E te peço prá ficar...
Em silêncioSó ficar...
Eu tenho muitos amigos
Tenho discos e livros
Mas quando eu mais preciso
Eu só tenho você...
Tenho sorte e juízo
Cartão de crédito
E um imenso disco rígido
Mas quando eu mais preciso
Eu só tenho você
Quando eu mais preciso
Eu só tenho você...
Tenho a consciência em paz
(Só tenho você)
Tenho mais do que eu preciso
(Só tenho você)
Mas, se eu preciso de paz
Eu só tenho você
Tenho muito mais dúvidas
Do que certezas
Hoje, com certeza
Eu só tenho você...
Eu tenho medo de cobras
Já tive medo do escuro
Tenho medo de te perder...
A conquista do espelho
(he he he esqueci o nome só lembro do rosto)
Eu roubei esses versos
Como quem rouba pão
Com a mão urgente
Com urgência no coração
Eu contei stóriasInventei vitórias
Como quem tem preguiça
Como quem faz justiça
Com as próprias mãos
Eu roubei quase tudo que eu tenho
Só pra chamar a atenção
E, quando cheguei em casa
Vi que lá morava um ladrão
Eu perdi quase tudo que eu tinha
A paz
A paciência
A urgência que me levava pela mão
Uma noite interminável
Numa cela escura!!! sentido !!!... senhores...
Censores sem poder de censura
O ruído dos motores
Numa sala de torturas.... senhoras e senhores...
Censores sem talento sensorial
Nunca mais saiu da minha boca
O gosto amargo da palavra traição
Nunca mais saiu da minha boca
Nenhum elogio a nenhuma paixão
Uma noite mal dormida
Um país em maus lençóis
Sem sono
Sem censura
100% de nada não é nada:
É muito pouco
Sem sono
Sem censura
100% de nada não é nada:
É muito pouco
Eu roubei esses versos
Como quem rouba pão
Com a mão urgente
Com urgência no coração
Eu contei stóriasInventei vitórias
Como quem tem preguiça
Como quem faz justiça
Com as próprias mãos
Eu roubei quase tudo que eu tenho
Só pra chamar a atenção
E, quando cheguei em casa
Vi que lá morava um ladrão
Eu perdi quase tudo que eu tinha
A paz
A paciência
A urgência que me levava pela mão
Uma noite interminável
Numa cela escura!!! sentido !!!... senhores...
Censores sem poder de censura
O ruído dos motores
Numa sala de torturas.... senhoras e senhores...
Censores sem talento sensorial
Nunca mais saiu da minha boca
O gosto amargo da palavra traição
Nunca mais saiu da minha boca
Nenhum elogio a nenhuma paixão
Uma noite mal dormida
Um país em maus lençóis
Sem sono
Sem censura
100% de nada não é nada:
É muito pouco
Sem sono
Sem censura
100% de nada não é nada:
É muito pouco
sábado, 31 de dezembro de 2005
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