quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Mar de Gente

(Rodiclei)

Aioa ê ê
Aioa éaioa ê ê
Aioa é
Aioa ê êaioa oa
Brindo à casa
Brindo à vida
Meus amores
Minha família
Atirei-me ao mar
Mar de gente onde eu mergulho sem receio
Mar de gente onde eu me sinto por inteiro
Eu acordo com uma ressaca guerra
Explode na cabeça e me rendo a um milagroso dia
Essa é a luz que eu preciso
Luz que ilumina a cria e nos dá juizo
Essa é a luz que eu preciso
Luz que ilumina a cria e nos dá juizo
Luz que ilumina a cria e nos dá juizo
Voltar com a maré sem se distrair
Tristeza e pesar sem se entregar
Mal, mal vai passar mal vou me abalar
Mal, mal vai passar mal vou me abalar
Esperando verdades de criança
Um momento bom como lembrança
(voltar com a maré sem se distrair)
Navegar é preciso se não a rotina te cansa
(Tristeza e pesar sem se entregar)
Aioa ê êAioa éaioa ê ê
Aioa éAioa ê ê
Aioa éaioa ê ê
Aioa é
Interesses na babilônia viram nevoeiro
Poços em chamas tiram proveito
Passa passa passa passa passa
É passageiro
A arte ainda se mostra primeiro
Uma onda segue a outraAssim o mar olha pro mundo
Assim o mar olha pro mundoBrindo à casa
Brindo à vida
Meus amores
Minha família
Atirei-me ao mar
Mar de gente onde eu mergulho sem receio
Mar de gente onde eu me sinto por inteiro
Eu acordo com uma ressaca guerra
Explode na cabeça e me rendo a mais um milagroso dia
Essa é a luz que eu preciso
Luz que ilumina a cria e nos dá juizo
Essa é a luz que eu preciso
Luz que ilumina a cria e nos dá juizo
Ilumina a cria e nos dá juizo voltar com a maré sem se distrair
Tristeza e pesar sem se entregar
Mal, mal vai passar mal vou me abalar
Mal, mal vai passar mal vou me abalar
Esperando verdades de criança
Um momento bom como...(voltar com a maré sem se distrair)
Navegar é preciso se não a rotina te cansa
(Tristeza e pesar sem se entregar)
Aioa ê ê
Aioa éaioa ê ê
Aioa é...

Piano Bar

(Karla)

O que você me pede eu não posso fazer
Assim você me perde, eu perco você
Como um barco perde o rumo
Como uma árvore no outono perde a cor
O que você não pode eu não vou te pedir
O que você não quer...eu não quero insistir
Diga a verdade, doa a quem doer
Doe sangue e me dê seu telefone
Todos os dias eu venho ao mesmo lugar
Às vezes fica longe, impossível de encontrar
Mas, quando o neon é bom
Toda noite é noite de luar
No táxi que me trouxe até aqui
Julio Iglesias me dava razão,
No Clip Paul Simon tava de preto más, na verdade não era não
Na verdade nada é uma palavra esperando tradução
Toda vez que falta luz
Toda vez que algo nos falta
O invisível nos salta aos olhos
Um salto no escuro da piscina
O fogo ilumina muito
Por muito pouco tempo
Em muito pouco tempo o fogo apaga tudo
Tudo um dia vira luz
Toda vez que falta luz
O invisível nos salta aos olhos
Ontem à noite eu conheci uma guria
Já era tarde, era quase dia
Era o princípio
De um precipício era o meu corpo que caia
Ontem a noite, a noite tava fria
Tudo queimava, nada aquecia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão
Ontem à noite eu conheci uma guria
Que eu já conhecia de outros carnavais
Com outras fantasias
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão
No início era um precipício (um corpo que caía)
Depois virou um vício
Foi tão difícil acordar no outro dia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão

Outros Tempos

(Raphaela)

Quando te vitive a impressão
De que não era a primeira vez
Quando te vitive certeza
De que não seria a última vez
Não, não seria a última vez
?Quem vem lá? quem será?
Que passa como um filme
Na fumaça de um bar
?Quem vem lá? quem será?
Que vai me salvar a vida outra vez
Vai fazer de novo o que nunca fez
Os tempos são outros
Os erros, os mesmos
Me diz como é que eu faço
Me diz como é que eu posso
Te encontrar mais uma vez
Os tempos são outros
Os erros, os mesmos
Me diz como é que eu faço
Me diz como é que eu posso te encontrar
Mais uma vez pela primeira vez

Negro Amor

(Amanda I)

Vá, se mande, junte tudo que você puder levar
Ande, tudo que parece seu é bom que agarre já
Seu filho feio e louco ficou só
Chorando feito fogo à luz do sol
Os alquimistas já estão no corredor
E não tem mais nada negro amor
A estrada é pra você e o jogo é a indecência
Junte tudo que você conseguiu por coincidência
E o pintor de rua que anda só
Desenha maluquice em seu lençol
Sob seus pés o céu também rachou
E não tem mais nada negro amor
E não tem mais nada negro amor
Seus marinheiros mareados abandonam o mar
Seus guerreiros desarmados não vão mais lutar
Seu namorado já vai dando o fora
Levando os cobertores? e agora?
Até o tapete sem você voou
E não tem mais nada negro amor
E não tem mais nada
Negro amor
As pedras do caminho deixe para trás
Esqueça os mortos eles não levantam mais
O vagabundo esmola pela rua
Vestindo a mesma roupa que foi sua
Risque outro fósforo, outra vida, outra luz, outra cor
E não tem mais nada negro amor

Ratatuia

(Amanda II)

Parei na dela
Montei casa na favela
Desfilava com a donzela
Que beleza de mulher!
Lhe dei guarida
Não queria outra vida
Era minha protegida
Era só meu esse filé!
Que engano
Ela foi se transformando
Meu dinheiro estourando
Olha onde eu fui parar?
Com nome sujo
Não consigo crediário
Eu, um pobre operário, ficou ruim de segurar(vacilou!)
Vacilou, me tirou de mané
Não pensou, vai voltar pra ralé
Já tá provado
Quem nunca comeu melado
Se lambuza até o pé
Era mãe dela, irmã dela, tia dela
Amiga dela e uma cadela
E só eu pra sustentar
Era uma festa de pagode e seresta
Eu olhava pela fresta
Dava medo de entrar
Tudo jogado
Cerveja pra todo lado
Um cheiro de arroz queimado
E ela querendo zuar
Mandei embora
Com a sua ratatuia
De chinelo, mala e cuia
Vai sujar outro lugar(Vacilou!)
Vacilou, me tirou de mané
Não pensou, vai voltar pra ralé
Já tá provado
Quem nunca comeu melado
Se lambuza até o pé

De Fé

(Alcemira)

Sempre que eu preciso
Me desconectar
Todos os caminhos
Levam ao mesmo lugar
É meu esconderijo
O meu altar
Quando todo mundo
Quer me crucificar...
Eu só quero estar
Com você!Ficar com você!...
Quando o tempo fecha
E o céu quer desabar
Perto do limite
Difícil de agüentar
Eu volto prá casa
E te peço prá ficar...
Em silêncioSó ficar...
Eu tenho muitos amigos
Tenho discos e livros
Mas quando eu mais preciso
Eu só tenho você...
Tenho sorte e juízo
Cartão de crédito
E um imenso disco rígido
Mas quando eu mais preciso
Eu só tenho você
Quando eu mais preciso
Eu só tenho você...
Tenho a consciência em paz
(Só tenho você)
Tenho mais do que eu preciso
(Só tenho você)
Mas, se eu preciso de paz
Eu só tenho você
Tenho muito mais dúvidas
Do que certezas
Hoje, com certeza
Eu só tenho você...
Eu tenho medo de cobras
Já tive medo do escuro
Tenho medo de te perder...

A conquista do espelho

(he he he esqueci o nome só lembro do rosto)

Eu roubei esses versos
Como quem rouba pão
Com a mão urgente
Com urgência no coração
Eu contei stóriasInventei vitórias
Como quem tem preguiça
Como quem faz justiça
Com as próprias mãos
Eu roubei quase tudo que eu tenho
Só pra chamar a atenção
E, quando cheguei em casa
Vi que lá morava um ladrão
Eu perdi quase tudo que eu tinha
A paz
A paciência
A urgência que me levava pela mão
Uma noite interminável
Numa cela escura!!! sentido !!!... senhores...
Censores sem poder de censura
O ruído dos motores
Numa sala de torturas.... senhoras e senhores...
Censores sem talento sensorial
Nunca mais saiu da minha boca
O gosto amargo da palavra traição
Nunca mais saiu da minha boca
Nenhum elogio a nenhuma paixão
Uma noite mal dormida
Um país em maus lençóis
Sem sono
Sem censura
100% de nada não é nada:
É muito pouco
Sem sono
Sem censura
100% de nada não é nada:
É muito pouco