sexta-feira, 17 de agosto de 2001

Verba Secreta

(Criada em 2003 - direto em latim)

Mea cordis cogita semper in tui
Manet contentus cum videt
Iam facis pars mea vitae
Ville maneo semper e tuus
Est meum caelum meã terra, meã vita
...Mihi facis Felix
Capit meã anima
Est bonum, et laetus et

quinta-feira, 16 de agosto de 2001

Meias Sujas

(Criada em 1999)

Amanhã quando você chegar
Pode ser que você encontre
Meias sujas penduradas no varal
É todo meu ódio
Que ainda sinto por você
Amanhã quando você chegar
Pode ser que a gente ainda tente conversar
Eu te ferir... Você chorou Eu chorei...
Você me fez tão mal Aproveite bem o dia de hoje
Amanhã a gente se vê
Já que alguma coisa deu errado
Acho que um simples “adeus”
Não será suficiente pra esquecer
Deixei tudo preparado
A mesa posta, as luzes apagadas
A porta aberta, coração contente
O alibi perfeito pra tentar recomeçar
Tudo para não dizer: “Eu não amo mais você”

Do Pó ao Marmore

(Criada entre 1995/1996)

Sei que agora é só ilusão
?Será que saberei me comportar?
Ficou um vazio dentro de mim só dor, só dor... saudades
Da água pro vinho, do pó ao mármore
Das rosas só os espinhos
Do teu rosto só saudades... (penso muito em voce)
Desenhei voce lá na areia, mas o vento te desfez
Pensei em uma forma mais duradoura e te refiz
Do pó... ao mármore
Mas sempre faltava algo m e não consegui entender
O vazio do meu coração
Quem sabe essa mania de sempre estar do teu lado
Seja uma espécie de obsessão
Pensei que esse sentimento seria eterno
Que tudo iria se ajeitar
Como os suspiros em plena madrugada
Como as musicas que fiquei de te escrever
Como as flores que fiquei de te oferecer
Mas, mais uma vez foi só ilusão
Esqueci da “carta” e fique só lembrando
Da “ultima teoria dos anjos”
E o que restou, só dor, só dor... saudades
(Que pena eu gosto tanto de voce)
Pensei em uma forma pra ficar mais tempo sem sofrer
E decidir sufocar meu tosto coração
Mas não consigo te esquecer...
Pensei que era alegria, foi só sorrisos
Pensei que era paz, foi só neblina
Pensei que era namoro, foi só um “oi”
Pensei que era amor, foi só um sonho
E novamente, perdi o equilíbrio

Cegueira

(Criada entre 1993/1994)

O que você entende por filosofia
Quais são os seus desejos mais banais?
O que você gosta de fazer (Sozinha) ...no escuro to teu quarto
A beleza não sobrevive sem o caos
Pra quem gosta da solidão
Três é uma multidão e cinco já é um exercito
A filosofia do copo é apenas metafísica
Diante da contradição
Aproveita bem o dia de hoje
Porque amanhã ele pode descer
Amanhã ele pode não ser o que você espera
Eu acredito em tudo que você me diz
Eu levo a serio tudo que você me faz acreditar
Antes de morrer te escrevi uma canção
Te escrevi uma canção pra você sempre lembrar de mim
Antes de parir olhei bem pra você
Olhei bem pra você
Pra quando eu fechar os meus olhos nunca te esquecer
O meu coração da voltas, a minha alma me falta
Quanto a luz dos meus... Ela me deixou

Ao poeta Maior

(Criada entre 1993/1994)

O poeta não tem nome
Mas nem por isso se esconde
Nos vitrais das catedrais
O poeta bota a bandeira no peito
E com isso conta uma canção
Caminha pela sala com os olhos fechados
Conta algumas piadas
...E vai ser sempre lembrado (Um poeta nunca morre)
O poeta já tem nome, já podemos começar
A gritar pelas as avenidas o nome do grande poeta
Que venham os trouxas
Com todas as suas roupas sujas
Que venham os ímpios
Com todas as suas falta de fé
Que venha o grande soldado
Com a sua toda branca
Disparando os canhões
Contra os fragmentos da minha decepção
O poeta já tem nome, já podemos começar
A recitar as poesias do poeta maior
“Fogo fátuo, falta de ar”
?Você mesmo já viu Deus ?
?Será que você já se cansou?
?Será que você já se esqueceu?
...As poesias são como o vento...
“Fogo fátuo... falta de ar...”
“Fogo fátuo... falta de ar...”
“Fogo fátuo... falta de ar...”
“...Fogo fátuo... fogo fátuo.”

A Ultima Teoria dos Anjos

(Criada em 1995)

A moça bonita que às vezes fica na janela
Que anda às vezes na chuva
E que às vezes me diz: “oi”
Deixou meu coração em festa
(Isso sufoca minha alma, é bom)
A moça bonita de olhos escuros
Que passa por mim, às vezes me deixa sonhando
Tentando adivinhar o seu nome
Ela me deixa sem palavras, sem ação
Ei... moça bonita, porque você
Não para pra conversar comigo?
Qualquer dia te ofereço flores ?
Mas será que você vai gostar?
Será que você vai saber o quanto penso em você
Com o meu coração?
A moça bonita que olha pra mim
Me faz toda noite sonhar e a caminhar sobre as nuvens
Então, moça bonita, porque voce
Não fica perto de mim
Enquanto te escrevo uma canção
Enquanto teu sorriso alegra meu coração
E tomo coragem pra tentar te conquistar
Se voce quiser alguém pra ser só seu
É só não se esquecer: Estarei aqui
Porque assim que o sol se por e a lua aparecer
As estrelas no céu vão escrever o teu nome
Assim que o sol se por e as janelas
Da sua casa se fecharem
Sonharei mais uma noite com voce
Sem saber se voce pensa em mim
Ou ao menos, lembra de mim...

quarta-feira, 15 de agosto de 2001

Luz e Sombras

(Sem ano de criação definido - talvez entre 1996/1998)

E assim que se fez a escuridão
Caiu um raio, tudo explodiu (viva a escuridão)

“A gente precisa aprender aos poucos:
Quando todas nossas estrelas se apagarem
A escuridão não será plena
Se soubermos ascender às candeias...”

Luz e sombras, luz de fundo, explicação confusa
A velhice faz parate da escuridão
Fico sozinho no meu quarto com todas as luzes apagadas
Vendo a escuridão se formar, vendo meu rosto enrugar
E meu coração parar de bater ! Eu gosto da solidão !

“...Quando nosso bom cão for levado pela velhice
Os seus latidos ainda crescerão
Flores nos canteiros abandonados...”

Beleza, miséria, bem e mal
Futuro, passado, escuridão eterna
Eterna solidão, nunca se fez na da perfeito
(Assim é difícil de entender)
Quando criaram a escuridão, eu pulei de alegria
Não precisei mais me preocupar com os meus olhos ardendo
(Olhos de vampiro)
Tudo parecia perfeito, tudo parecia legal
Ate que percebi que: Na escuridão não conseguia mais ver você!

“...Pois as ervas não foram tão daninhas, Nem os amores ...Perfeitos.”

§ partes entre aspas: Bento Nascimento – Poesia sem nome.