sexta-feira, 17 de agosto de 2001

Homens e Ratos

(Criada entre 1992/1993)

Então eu vi o meu castelo afundando
No ninho de cobras que voce criou
Vi as pessoas de cabeça baixa
As lagrimas e o suor de cada um
(Todo mundo é parecido quando senti dor)
Na verdade, ninguém é perfeito
Somos todos inseguros
É triste não ter nada (imaturo, possessivo, criativo)
Tudo era o fim, mas precisava (sem muita criatividade)
Do começo, a dor era passageira (cuidado com os tiros)
Não nos restou quase nada (vem chegando abismo sem fim)
O fim começou cedo, piedade
"Da dor bem poucas vezes
Sinto o que ela tem de rugidora, de selvagem...”
Não temos mais nada
Somos todos restos de pertences abandonados ao acaso
Então eu vi: o meu castelo afundar
E as nossas almas se perderem
No ninho de cobras que voce criou (de homens e ratos)
Todo mundo sente dor (passageiros de aluguel)
Ate o fim do mundo é passageiro
Deus, Deus, somos todos somos ateus (escutai-nos, por favor)
O mundo esta acabando (sinto que o erro também foi meu)
...Cai a noite, o silencio retorna
Mais violento e tão vulgar Frio? Medo?
A dor nos faz esquecer
Porque vem chegando o fim

Genocidio Filosofico I

(Criada entre 1992/1993)

Você que tem idéias tão modernas
Você que escreve coisas tão legais
Você que leva a serio os seus ideiais
Dessa vez você se superou, você se suicidou
Só pra provar a tua teoria
“Todo suicida acredita na vida depois da morte”
Então... eu bato palmas pra você
E acredito cada vez mais em você
E vou ler os livros que falam sobre você
E entre traços e rabiscos o teu contexto foi escrito
Baseado na tua filosofia:
Todo suicida... todos são suicidas
Já que a morte não tira férias
Não precisó me preocupar
Você escreve pra mim dizendo:
Eu acreditei e todo mundo duvidou
Eu te acordei, você não se assustou
Venha ate aqui, junte-se a mim
...Mas como eu posso acreditar
Já que você nunca existiu
Você é fruto da minha imaginação (ou não) ?
Você que tem idéias tão modernas
Você que evoluiu dos homens das cavernas
Hoje acredita que a evolução não faz bem a ninguém
Você vivia sem destino por ai
E hoje acredita que a cura é pior que a doença
A evolução... o genocídio
Inconsciente coletivo, genocídio
Suicido filosófico
Você luta pra sobreviver, mas vive só pra lutar
Você tem a consciência do teu crime
E acredita que o sono é irmão da morte

Genocidio Filosofico II

(Criado entre 1992/1993)

...E os meus exércitos são formados por
Grandes partituras de musicas
Soldadinhos de chumbo e cartas de baralho
Um jogo de cartas marcadas onde não há vencedores
Um jogo de palavras cruzadas onde
Não se forma nenhuma palavra
Palavra de honra que dessa vez tentei mudar
Mas não adianta mais fugir
Inconsciente coletivo, genocídio
Suicídio, genocídio filosófico
Varias marcas e quando voce se tocar
Os meus exércitos já terão tomado conta
Da sua cidade suicida
Onde as pessoas passam mal, o que é certo é errado
E o que é errado é normal, e voce vem me lembrar de:
Um jogo de cartas marcadas onde não há vencedores
Um jogo de palavras cruzadas onde
Não se forma nenhuma palavra
Palavra de honra que te leguei
Mas ninguém atendeu
Contar sempre a mesma estória
Dar palhas aos cães e ossos aos asnos
Cata-te ou dize coisas que valham
Mas que o silencia, favorecei-nos com o teu silencio
Inconsciente coletivo, genocídio
Suicídio filosófico
E nos meus inimigos eu dou um tiro na cabeça
É um só, mas resolve !

Eco das Sombras

(Criada em 1991/1992)

Sombras, sombras (ecos, ecos)
Eterno e delirante
Sentido abstrato, confuso e moderno
As sombras, sombras nas calçadas
Parecem eternas, mas acenderam as luzes
E nada mais restou
Restou apenas uma rebeldia
Os ecos, ecos das sombras (sombras) nas calçadas
E toda vez que falta luz
Algo nos falta
Falta apenas compreender como faremos o eco parar...
(Parar, parar...)
Parem com tudo, tudo
Não deixem eles te pegar, pegar
Parem de me repetir, repetir
Que já estou ficando cansado (sem palavra)
E repetirei tudo também... também
Ecos ilusórios, ilusão e contradição
Dança com lobos (dança quem quer)
Quem fala e quem repete
Quem consegue se repetir
O dia todo, todo dia
É porque não consegue dizer mais nada
De concreto para si mesmo
Mesmo assim, vou acabar me repetindo também
Também... também... Parem com tudo, tudo...

Contradições na Chuva

(Criada entre 1991/1992)

?Eu já te disse que voce ainda em círculos?
- Já me contasse tanta estória
Que ate perdi as contas
Onde há fumaça... há um cigarro jogado no chão! ?
Eu já te disse que eu gosto de voce?
-Já estendesse ate tapetes sob os meus pés
Então te liga e olha pra mim
Cai na real e olha pra mim
Voce anda em círculos e eu te faço companhia
Voce dança e eu toco uma musica pra voce
Voce atira pro lado – Eu atiro pro chão
Voce atira pra cima – Eu nunca vou te entender
Voce olha pra frente – Eu olho pro chão
Voce olha pra cima – Eu nunca vou te entender
Eu penso em voce, voce se quer olha pra mim
Eu começo a tocar, voce para de dançar
- Quando eu vou voce não vem
Onde eu estou voce não esta
- Quando eu penso em ir, voce já foi
Voce demora muito pra se arrumar
Quando eu te espero voce não vem
- Então me culpe pelo meu absurdo
Te perdôo pelos seus pensamentos
Já que não consigo te esquecer
Eu toco pra voce em todos os sentido

Compus Sui

(Texto criado em 19/09/93 - aula de portugues - com algumas alterações... no final parece coisa de evangelico, por isso foi cortado)

Pra mim não dá nada certo, tudo que eu espero, tudo que eu faço dá tudo errado acho que Deus se esqueceu de mim. Dizem que Deus escreve certo por linhas tortas, só que a minha tá torta demais.
Acho que Deus não existe ou então se cansou de ajudar e ta deixando o mal reinar e os demônios vão invadir a terra. Eu já pensei em ser padre, mas estou angustiado, eu já pensei em ser padre, mas acho que vou vender a minha alma pro diabo, pra ter poder e ajudar quem precisa.
...Vendi... Meu rosto sangrou, chorei, me transportei, vi minha vida passar diante de mim acordei em cima de um morro e lá de cima eu vi os ricos e os pobres no país do carnaval com as suas arquiteturas medianas metafísicas do poder, os ricos e os pobres no país do meio natal, nenhum natal para os pobres para os ricos tudo haver. Eu cheiro a pó, caos e lixo, cheiro a um demônio barato e a macumba de fundo de quintal.
Mas tudo bem porque agora eu tenho todo o poder que sempre quis, já brilho no escuro e solto raios lasers pelas pontas dos dedos eu tenho o poder do mal já destruo tudo só pelo pensamento eu tenho o poder do mal, mas ainda acredito no bem (também). Eu tenho o poder que sempre quis sou o senhor de tudo que sonhei e tudo que sei, eu sou COMPOS SUI senhor de si, senhor de si? Não? ! Eu sou um prisioneiro na prisão sem grades sou um homem que se vendeu à maldade tentando ajudar, mas que não conseguiu e agora é um escravo do mal.
A noite cai e fico sozinho escutando Legião e esperando a legião de demônios que vem me obrigar a fazer o que eu não queria. E foi assim durante dois séculos, acordava, dormia, vagava pelos quatro cantos do mundo sem se importar com a morte. Sou eterno mais por Deus nunca me senti tão só, sinto que não posso retornar, então é encarar a realidade e fazer aquilo que aprendi durante a minha eternidade, o mal, destruir tudo e conquistar novos corações vazios para aumentar o meu sub-reino.
E foi em uma montanha que encontrei uma garota que cantava um musica diferente que parecia que ia rasgar o meu frio e vazio coração.
Eu lhe perguntei: - Ei garota que tal se tornar eterna? Voce não gostaria de nunca envelhecer?- Eu ser eterna? Pra mim já me basta ser cega e viver na eterna escuridão, mas mesmo assim vivo feliz!
Feliz? Junte-se a mim que voce verá outras coisas alem do horizonte da escuridão, se torne senhora de si, torne-se igual a mim que sou meu próprio senhor e nada temo, sou o senhor de tudo que vejo e tudo que sei. E sorrindo a garota falou:
Nada temes? Ora COMPOS SUI não és nem senhor de si quanto mais senhor de tudo que estas vendo, já que és mais cego do que eu. E falando em eternidade qual é o preço dela? Em quantas prestações voce me vende? Voce tem nota fiscal? Hein?
Ofereço-te a eternidade e fazes pouco de mim, poderia te destruir apenas com um piscar de olhos, poderia te jogar no fundo do inferno e te vê queimar como uma palha seca por que eu sou COMPUS SUI um dos braços direitos de Lúcifer e ele me dá poder. Teus poderes não funcionam comigo porque o viajante que nada possui passará cantando na frente dos ladrões e ainda que o abismo embaixo dos meus pés se abra nada temerei por que Deus sempre estará comigo e com ele não temo ninguém.
Ela me falou coisas doces que me tocou o coração não consegui agüentar e cai ao chão lhe implorando perdão. Nisso meu rosto sangrou e comecei a chorar e um barulho muito grande aconteceu, olhei para os lados e vi Lúcifer me dizendo:
Visitaste minha casa e bebeste do meu sangue e agora me gospes no chão, te tiro todos os teus poderes e a tua eternidade e ficaras sozinho como sempre foi. Anh! COMPUS SUI, COMPUS SUI, aqui acaba o mundo pra ti.
Então os olhos da garotas se abriram e uma luz forte me tirou a visão, desmaiei, mas antes escutei choro e ranger de dentes e palavras que pareciam me exorcizar.
Senti meu corpo leve e minha alma retornando, senti meu corpo purificado pelo poder da salvação.Ei cara, acorde! Acorde! O trem já chegou no ponto final.
Hein? Como? O que aconteceu? Onde estou?
Voce dormiu a viagem inteira e parece que teve um pesadelo, seu bilhete, por favor, a viagem acabou.

Verba Secreta

(Criada em 2003 - direto em latim)

Mea cordis cogita semper in tui
Manet contentus cum videt
Iam facis pars mea vitae
Ville maneo semper e tuus
Est meum caelum meã terra, meã vita
...Mihi facis Felix
Capit meã anima
Est bonum, et laetus et